EDITORIAL 09/06/2014
CARTA
de J.H. Ström
Prezados leitores deste blog, reproduzo aqui, na medida do vosso interesse, a última carta do Sr. Jörgen, depois da qual o nosso contato ficou dificultado pela tempestade que abateu a região onde ele reside.
(traduzido do sueco ) (...)Cara Sophia, sei que já passou situações difíceis devido à inconstância de minhas correspondências. Infelizmente não é sempre que minha safra dá os melhores frutos e o meu público é o mais exigente possível, então eu não posso me dar ao luxo de não desprezar o menor amargor, a cada remessa de cultura literária; a vida numa choupana, ainda mais nestas regiões frias, também tem seus imperativos; e quando se é tão solitário, tem que dar ouvidos para a natureza, se não o seu corpo é vencido por todos os lados, na luta pela vida. Não vou me queixar do frio, que anda pior ultimamente: muitas vezes eu fico quieto, protegido por cobertores pífios, e deixo o vento zunir à vontade pois, se o teto desabar, de nada valerá eu ficar me contorcendo, revoltado contra o tempo. Para essa semana envio-lhe uma epifania de minha lavoura, ainda que modesta, contém o embrião dos seres mais nobres que habitam a terra:
"a diferença entre nós se revela nas depressões:
você se detém diante delas porque enxerga um abismo
eu nada sei sobre abismos
eu me lanço nelas e abro minhas asas"
seria bom também publicar o poema com que uma conhecida minha me surpreendeu muito, por sua excepcional autenticidade, além de não ser ruim artisticamente, pois sua rima ficou colocada de maneira que soa confortável para os ouvidos"
A publicação do poema inédito "A diferença entre nós" e do Poema de uma amante das artes, brasileira, de iniciais C.F.
a editora Sophia de Öregrund